quarta-feira, 25 de junho de 2014

Altos e baixos

Ao fim de pouco mais de 3 anos, começo a sentir-me cansada. Aliás não é bem cansada, é mais saturada. Deixei que o exercício se tornasse uma rotina e hoje sinto que já não me dá tanto prazer. Em Março verifiquei que tinha aumentado de peso e precisei de fazer um shake a mim mesma. Alterei hábitos alimentares, alterei o treino e voltei ao normal.

Mas há qualquer coisa que não anda bem... sinto que já não consigo dar o mesmo que dava antes. Pode ser cansaço, claro, mas cá para mim é rotina. Por vários motivos tive de deixar de treinar com o Tiago e só eu sei o que me custou. Aquelas duas vezes por semana eram uma lavagem à alma e uma tareia ao corpo; ultimamente os meus treinos com ele eram muito mais psicológicos mas tinham um efeito reparador em mim e mantinham a minha motivação em alta. Mas não consegui manter isso... depois de contas feitas, era difícil chegar ao fim do mês e achei que era altura de parar.

Mas aí, veio uma maré de desmotivação, de desalento... não tenho ido tantas vezes ao ginásio, quando lá vou já não faço as aulas com o empenho que fazia. Sinto-me triste e sem vontade de sair de casa. Tento lutar contra isto, porque sei que não é o melhor mas não está fácil. Preciso de me voltar a focar em mim... as dificuldades na vida vão-se manter sempre, tenho que saber lidar com isso...


terça-feira, 13 de maio de 2014

Nunca chega

Para o comum dos mortais, temos que ser perfeitas. Pois...mas não somos... saber aceitar que apesar de ter perdido 40 kilos não ficamos com um corpo de deusa. Nada disso. Nem eu estou a queixar-me disso, até porque aceito as minhas peles soltas na barriga...

Uso bikini com o maior orgulho de sempre. Tenho o rabo grande... sim tenho; tenho o peito pequeno e descaído... também tenho sim; tenho a pele da barriga cheia de rugas e solta... também é verdade, tenho.

Utilizando uma expressão de alguém que me é muito querido... "E??????" Qual é o problema de não ter ficado perfeita?? Aliás o que é a perfeição??? Eu sinto-me bem comigo mesma, sei que tenho uma condição física muito boa, tenho energia para dar e vender. Tenho que manter-me focada no exercício é certo e tenho que manter cuidados alimentares também, mas isso não é problema. Faço-o com gosto e muita determinação.

Por isso custa-me que a sociedade critique e se diga "Ah perdeu tantos kilos e agora tem as peles caídas e anda com elas à mostra..." e que perguntem "Porque não vais fazer uma cirurgia para tirares as peles?"

Enfim... lembrei-me de fazer este post depois de ter lido um artigo que vou pôr aqui e que me fez sentir exatamente o mesmo que esta rapariga...

"Brooke Birmingham tem 28 anos e perdeu 78 quilos. Aparentemente, não chega. Para a revista Shape, Brooke tinha de ter perdido 78 quilos e não ter "sobras". Brooke precisava de ter perdido 78 quilos, história bonita para a revista, mas não podia estar de biquini, como todas as mulheres que aparecem no seu site. Para a revista Shape que - não se iludam - faz apenas aquilo que os leitores esperam que esta faça, a história de Brooke só é de sucesso se ela se tapar. Se ela, 78 quilos depois, continuar a sentir-se envergonhada, a esconder-se. A revista Shape é uma merda porque a sociedade em que vivemos é uma merda. A revista Shape é uma bully porque a sociedade é má, mesquinha. Para a revista Shape a história de Brooke só é uma história de sucesso se ela esconder aquilo que a revista Shape não considera digno de um modelo de sucesso. A revista Shape quer que as leitoras gordas se motivem a perder peso para ficarem perfeitas debaixo da T-Shirt. Porque as pregas que Brooke tem, troféus da sua conquista, são um embaraço para a revista Shape. Não se enganem. A revista Shape também somos nós. Bem haja as "Brookes" do mundo, que nos chamam à razão."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ninguém tem pena das pessoas felizes!!

Ninguém tem pena das pessoas felizes. Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos.
É assim. Chega um infeliz ao pé de nós e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: «E tu? Sempre bem disposto, não?». O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que nos morreu uma avó, que nos atraiçoou uma namorada, que nos atropelaram a cadelinha ali na estrada de Sines.
E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de «culpa». Se elas estão felizes, rodeadas de pessoas tristes, é lógico que pensem que há ali qualquer coisa que não bate certo. As infelizes acusam sempre os felizes de terem a culpa. É como a polícia que vai à procura de quem roubou as jóias e chega à taberna e prende o meliante com ar mais bem disposto. Em Portugal, se alguém se mostra feliz é logo suspeito de tudo e mais alguma coisa. «Julgas que é por acaso que aquele marmanjo anda tão bem disposto?», diz o espertalhão para outro macambúzio. É normal andar muito em baixo, mas há gato se alguém andar nem que seja só um bocadinho «em cima». Pensam logo que é «em cima» de alguém.

Ser feliz no meio de muita gente infeliz é como ser muito rico no meio de um bairro-de-lata. Só sabe bem a quem for perverso.
Infelizmente, a felicidade não é contagiosa. A alegria, sim, e a boa disposição, talvez, mas a felicidade, jamais. Porque a felicidade não pode ser partilhada, não pode ser explicada, não tem propriamente razão. Não se pode rir em Portugal sem que pensem que se está a rir de alguém ou de qualquer coisa. Um sorriso que se sorria a uma pessoa desconhecida, só para desabafar, é imediatamente mal interpretado. Em Portugal, as pessoas felizes sofrem de ser confundidas com as pessoas contentes.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O 1º post de 2014

Enquanto faço tempo para ir treinar, resolvi vir ao blogue ver se havia alguma novidade. Já aqui não venho há meses publicar nada. Não porque não tenha nada que dizer... muito pelo contrário, mas nos últimos meses a minha vida tem sido uma roda viva, que nem tempo para parar e escrever. E para ser sincera, bem falta me tem feito. Escrever é uma terapia, ler o que escrevo é uma introspeção.

Mas não tenho conseguido. Mudei de casa, tive problemas pessoais que me deitaram muito abaixo, tive momentos em que treinar era um escape e outros em que não me apetecia fazer nada... A vida tem altos e baixos, e eu sei que preciso de me manter serena para conseguir manter-me focada na melhoria da minha auto-estima. Sinto que qualquer desvio se revela no corpo da pior forma possível. Muitos podem pensar que estou a ser ridícula ao achar que estou a perder condição física e forças, mas na realidade senti-me assim ...

A época das festas nunca é fácil. Sinto as duas vozinhas dentro de mim a tentarem lutar para que eu não me perca... confesso que fiz algumas asneiras. Sei que também foi uma altura de demasiadas emoções que inevitavelmente me tentam a prevaricar... Mas pronto essa parte já lá vai e estou a voltar ao caminho normal.

Aos poucos estou a (re)começar. Posso arriscar a dizer que estou a voltar ao meu melhor. Mas com calma... Quero chegar ao bem estar fisíco, emocional e social que sei que mereço. E chego lá, sei que chego...

Até lá, novos desafios me esperam... mas disso falarei a seu tempo.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Mais um aninho

Entrei nos 48!! Com saúde, energia e vontade de viver... só faltam mesmo os euros.. :)

Foi um dia de aniversário simpático.
Com os amigos a lembrarem-se, a comemorarem comigo e a deixarem-me feliz!
Só tenho pena que ao longo da vida algumas pessoas me desiludam...
por mais que uma vez, dou a minha amizade e desiludo-me.
Já devia ter aprendido é certo... mas pronto.

Learn to live, live to learn 

sábado, 12 de outubro de 2013

Psicologias e fomes emocionais

Fui assistir hoje a um Workshop de Psicologia com o tema: "Fome Emocional". Este tema diz-me muito, uma vez que tem sido uma realidade que de vez em quando me acontece, que me obriga a ter uma força interior muito grande, e que me deixa muito angustiada.
Antigamente, ter episódios de comer de forma compulsiva e descontrolada era vulgar... chegava a sair de casa de propósito para comprar comida e comer desalmadamente até me sentir enjoada, principalmente quando o meu filho estava com o pai e eu me sentia mais sózinha.
Hoje já não sinto tanto isso, ou melhor já não me entrego a isso com tanta facilidade. E mesmo quando por vezes, como qualquer coisa, na tentativa de me compensar de algo, fico rapidamente mal disposta. Além de que tenho um "grilo falante", com a voz do Tiago Barbosa, a sussurrar-me ao ouvido e a dizer-me que me vou arrepender... 
Mas é uma luta comigo mesma, eu sinto que é. Tento manter-me distraída, quando me acontece durante o dia vou ao ginásio, treino e depois passa-me. Mas à noite é mais difícil. Principalmente quando estou sózinha e não tenho nada para fazer que me absorva. 
Hoje ao ouvir falar sobre este tema, senti que afinal não é uma fraqueza minha. Percebi que há mecanismos fisiológicos que explicam isto. Percebi que associado à fome emocional, estão problemas que sinto também, como as insónias. Normalmente nunca consigo dormir mais do que umas 4 ou 5 horas... e dificilmente seguidas. Levanto-me de manhã cansada e irritada...
Foi-nos aplicado um breve questionário, com o objetivo de tentarmos perceber os motivos que nos levam a ter episódios de fome emocional. O resultado, embora não me tenha surpreendido, deixou-me triste. É o lado da psicologia que me assusta e que me deixa sempre "desconfiada" dos psicólogos. Sinto que me "lêem" ... 
O resultado do questionário foi "solidão". Nada que eu não tivesse percebido. Mas ao deparar-me com ele depois de cerca de 20 questões, aparentemente inocentes, fez-me pensar que ainda tenho um longo caminho pela frente... e não é apenas lidar com o peso. 
Sinto que já estou muito melhor do que era no passado...mas há muito que fazer para ultrapassar os fantasmas que continuam a teimar em aparecer...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Auto-motivação

Porque eu preciso de ser a minha maior motivação hoje resolvi ir dar uma olhadela às minhas fotos que tirei a mim mesma nos últimos tempos.

 Sem dúvida que a minha evolução foi enorme... comparando com a pessoa que eu era há cerca de dois anos e meio, parece que nem era eu. A vida que eu levava, os meus interesses, a minha confiança em mim mesmo e no que me rodeava, era tudo diferente. Hoje sinto-me mais forte, tento ser mais confiante, e luto pela minha felicidade. 
Mas ultimamente tenho-me sentido fraquejar, sinto-me desanimada e triste. Apesar de sentir que tenho pessoas que me dão muito apoio, sinto-me sózinha. Tenho tido alguns dissabores com algumas pessoas em quem me apoiei e isso deitou-me abaixo. Mais do que eu esperaria e mais do que eu queria. Continuo a dar tudo às pessoas, a ser ouvinte, a ser conselheira, a achar que as pessoas fariam por mim aquilo que eu tento fazer por elas... e depois desiludo-me. Valem-me meia dúzia de amigos, que têm sido o meu pilar nos últimos tempos.

Por isso e para sentir que tudo isto tem valido a pena e é uma vitória pessoal, preciso de me motivar todos os dias... e uma das formas que acabo por encontrar é olhando para as minhas fotos. As antigas estão guardadas; não para esconder mas para que eu me lembre sempre daquilo que não quero voltar a ser. As mais recentes porque me enchem de orgulho. E mesmo sabendo que neste momento preciso de uma dose de motivação extra, tenho que começar por algum lado... e neste caso por mim mesma.